Introdução

Neste Blog iremos abordar um tema muito comum ao nosso dia a dia, mas que muitas vezes se passa despercebido, que é o preconceito linguístico. Vamos Procurar responder as questões mais pertinentes e intrigantes do tema, nos levando a refletir sobre como podemos estar fazendo parte desse tipo de preconceito e, portanto, buscando soluções para minimizar esse problema, acima de tudo, social.

Video Introdutório

Preconceito Linguístico - Por Marcos Bagno


Se ouve falar muito de dos tipos de preconceito, mas não do preconceito lingüístico. Marcos Bagno, no livro 'Preconceito Lingüístico', aborda o tema de forma abrangente. Logo no primeiro capítulo, ele aponta oito MITOS do preconceito lingüístico, que são:

Com bons argumentos, Bagno reforçou as minhas suspeitas quanto ao preconceito lingüístico no Brasil. A vontade que tive, assim que comecei a ler o livro, foi criar um site para tratar somente desse assunto. Como não será possível fazer isso agora, a partir de hoje, alguns dos meus textos serão relacionados ao tema. Uma coisa ou outra. Estarei engajada nessa luta contra a perpetuação de um dos mecanismos de exclusão social.
Para quem se interessa pelo assunto, podem comprar o livro, ou baixar em e-book no link abaixo.



Capa do Livro

1. "A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente"
2. "Brasileiro não sabe português / Só em Portugal se fala bem português"
3. "Português é muito difícil"
4. "As pessoas sem instrução falam tudo errado"
5. "O lugar onde melhor se fala português é no Maranhão"
6. "O certo é falar assim porque se escreve assim"
7. "É preciso saber gramática para falar e escrever bem"
8. "O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social"
Em seguida, o autor destrincha uma série de equívocos cometidos pelos senhores-gramáticos-da-norma-culta. Faz críticas, principalmente, aos que tratam a Gramática da Língua Portuguesa como se ela fosse o deus maior.

Sotaques: Motivos Para o Preconceito?

Nós, os pernambucanos, somos comumente ridicularizados por nossa forma de falar a língua portuguesa. Mas não somos os únicos que sofrem com isso. As pessoas do interior de todos os estados são chamadas de caipiras por possuir vícios de linguagem característico da própria cultura.
É bom esclarecer que a gramática da língua portuguesa se aplica somente na língua escrita; na língua falada não se pode julgar, pois cada forma de falar é característica de sua própria região e cultura.
Levando isso em conta, selecionamos um documentário que fala sobre os sotaques do nosso imenso país.

Sotaque - 1

Sotaque - 2
Em um dos vídeos, temos um trecho de um outro vídeo, de Nelson Freitas no Programa do Jô. Aqui está o resto dele.
Nelson Freitas


Opiniões Sobre o Preconceito Lingüístico


Procuramos em outros blogs por opiniões sobre esse tema. De agora em diante, postaremos os comentários que acharmos mais interessantes ou relevantes. Lembrando que sempre temos os posts abertos à visitantes para quem quiser deixar sua opinião.

"O preconceito lingüístico se baseia na crença de que só existe uma única língua portuguesa digna deste nome e que seria a língua ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas e catalogadas nos dicionários (...)".


Cauê Pestén

"E por que os brasileiros têm de falar bem português? O português é a língua do invasor. Aqui nessa terra passaram-se dezenas de milhares de anos falando outras línguas. O português foi introduzido há 500 anos e só passou a predominar nos últimos 200. No século XVIII, a língua geral ainda era a mais falada em São Paulo; no Paraguai até hoje; e na Amazônia, ainda há dezenas de milhares de pessoas que se exprimem na língua geral amazônica (nheengatu). A língua portuguesa não nos foi herdada, nos foi imposta. Por que haveríamos de ter um pingo de carinho por ela?

A língua é um meio de comunicação e não um fim em si mesmo. O povo brasileiro pode falar muito errado aos ouvidos de um bacharel ou um doutorzinho qualquer, mas se faz entender muito bem. Isso é o que importa
."

Marcos Marchirioti

"Por favor, parem com essa merda! Como poderei falar errado e ainda por cima ser compreendido? Ahn? Seja qual for a língua devemos saber suas estruturas gramaticais e devemos usá-las, ou será que ninguém estuda, faz universidade ou tem profissões em que o uso do idioma é necessário? Ah, já sei... além da ignorância e do baixo intelecto de alguns manés que chamam isso de preconceito, estes manés não devem saber escrever nem mesmo uma monografia ou redigir um texto!! E ainda por cima se acham espertos....basta escrever um período qualquer pontuando de forma errada para ver se alguém consegue compreender o que está sendo dito! A condição para a compreensão é uma disposição lógica, seqüenciada e organizada do conteúdo que se quer trasmitir! Pensem direito, A FORMA DETERMINA O CONTEÚDO!!!!! Se quero transmitir um conteúdo tenho que ter cuidado ao elaborar a forma como ele será transmitido, pois a forma da transmissão altera o produto final do conteúdo. Por exemplo, o modo como uma notícia é exposta, assim como o jogo de câmeras, palavras, pausas, disposição de imagens e titulo da notícia, altera o conteúdo que está sendo apresentado ao grande público, pois cada elemento listado acima cumpre um papel de significação e direcionamento do que está sendo mostrado. Cada um daqueles elementos compõem a forma de exposição da notícia. Experimentem, prestar a atenção em como as notícias são expostas e observarão que embora, às vezes, o conteúdo em sua origem apresente explicitamente uma coisa, com a participação dos elementos utilizados na exibição da mesma, o produto final da notícia veiculada é outra coisa qualquer! É assim que se manipula informações...e de informações é que se compõem uma língua! Portanto, querer afirmar que o que importa é o entendimento final do que se fala, sem qualquer preocupação com a forma como isso será feito, demonstra, não somente, um contrasenso patente, mas também uma total desordem mental e epistemológica de quem afirma tal absurdo! Isso não é preconceito verbal, isso é desculpa para burro. Antes de falarem merdas abissais, estudem um pouco de Filosofia, para não embarcarem em qualquer canoa furada."

Lúcia de Paula (sobre o comentário acima)

"Você defende a forma sendo o primeiro a agredi-la. Vejamos:

  • trasmitir - ERRADO, é transmitir;
  • Experimentem, prestar a atenção - ERRADO, é Experimentem prestar atenção;
  • É assim que se manipula informações - ERRADO, o correto seria: "É assim que se manipulam informações";
  • contrasenso - ERRADO, é contra-senso.

E ainda por cima é mal-educado. Apesar dos erros grosseiros de português, consegui entender a sua mensagem, que revela que você não entendeu nada. O que eu quis dizer é que escrever "contrasenso" ao invés de "contra-senso" em nada prejudica a compreensão e o entendimento do discurso. Daí, por que condenar alguém por causa disso? Contudo, não por suas idéias, mas pela maneira de expô-las - agressiva, pernóstica e arrogante, aconselho-o a estudar mais a língua portuguesa, pois desse modo a comparação entre sua teoria e sua prática não se revelará um verdadeiro contra-senso."

Marcos Marchirioti

"Na pressa de digitar não prestei atenção em tudo que escrevi, não podendo, dessa maneira, realizar uma correção ortográfica. Outra coisa, mané, falei realmente contra alguns idiotas que pensam que escrever corretamente é desnecessário. Inclusive, muitos se baseiam na discussão que está em andamento nos departamentos de letras, de que a gramática é desnecessária para o aprendizado da língua portuguesa. Como pode alguém não aprender o que significa, uma Oração Subordinada Adversativa ou mesmo Aditiva. Pior, daqui a pouco, ninguém saberá o que significa "sujeito" e "objeto". Estes últimos, são indispensáveis para quem quiser entender e aprender, por exemplo, como foi criada a gramática e seu papel na organização dos idiomas nos séculos 19 e 20! Vc é que deveria ter sido claro, pois não focalizou o seu comentário na questão ortográfica e de estilo (onde realmente há excessos que não são utilizados ou sequer importam. Estes excessos quando eliminados, geralmente, não alteram seus conteúdos)."


É sempre bom termos novas opiniões sobre o assunto, e quem quiser, pode comentar abaixo. Está livre também indicações de opiniões fora do blog.